• Daniel Faulin

Construir relações reais através do propósito da marca

O propósito e o protagonismo. Uma coisa leva à outra, que leva ao sucesso da marca. Veja como tudo isso está conectado


Por aqui, estamos sempre de olho em tudo o que acontece no mundo do branding. No mundo mesmo, literalmente. Afinal, ter referências faz parte do nosso trabalho. Foi assim que chegou por aqui um relatório anual global da Interbrand, um material completo que traz as marcas mais valiosas em 2020, nacionais e internacionais.


Esse é o top 25:

Fonte: https://interbrand.com/best-brands/
Fonte: https://interbrand.com/best-brands/

Veja que são marcas realmente conhecidas de todos nós e que fazem parte do nosso cotidiano. Agora olhe de novo e perceba outra coisa em comum entre todas elas.


Pois é, nenhuma é brasileira. Todas atuam com força total em território nacional e global, mas nenhuma é daqui.


E foi daí que surgiu uma reflexão: por que não temos marcas brasileiras protagonistas no mundo? Uma coisa leva à outra e cheguei em um ponto anterior a esse:

o que leva uma marca a ser protagonista?


Pois é essa discussão que quero trazer hoje.

A resposta direta é: não existe uma fórmula mágica.


Mas uma coisa é certa: tem a ver com conhecer, entender e respeitar a sua verdade. Ou seja, o seu propósito. Afinal, a competição por aí é forte e quem não tiver algo genuíno para agregar valor, fica para trás.


E atenção: não é seguir um discurso só porque os outros estão falando muito a respeito. Isso não cola. É realmente falar sobre o que acredita. E aí, consequentemente, o público se identifica, se conecta, te dá valor.


Aqui entra o branding, que ajuda nesse processo de olhar para dentro, descobrir a verdade/propósito, e refletir lá fora, com ações e comunicação. Mais do que isso, é construir valor a longo prazo e conectar marcas e pessoas. É criar, assim, um mundo melhor e livre de desperdícios.


A força do branding está na forma global como ele atua: enquanto o marketing tradicional é muito importante por focar direto no cliente e no mercado, o branding envolve todos os stakeholders - quem está dentro, quem está perto e quem tem potencial para se aproximar. Ouve e acolhe interesses, expectativas, pontos fortes e fracos.


É preciso gostar de gente para acontecer essa troca e engajar.

É preciso se conhecer para saber suas forças e entender sua relevância na vida dessas pessoas.

É preciso ser consistente para fortalecer esses vínculos e ser lembrado.

Propósito é isso: conectar pessoas através da essência da marca. O famoso "por quê", saber quem somos e como fazemos, e, a partir daí, entregar o que temos de mais valioso para todos os que atuam com ela.



Uma vez definido, é hora de comunicar ao mercado. Afinal, propósito não é algo para ficar na parede, mas para ser vivido.


Ele diferencia a empresa - cada um é único e, assim, permite inovar para impactar o mercado e fortalecer a marca. Porque inovação não está apenas na tecnologia, está no pensar além e se destacar, seja em atividades, em estruturas, produtos, etc.


E aí voltamos para a questão inicial: por que marcas não são protagonistas no mundo ou, pelo menos, no seu mundo? Porque não estão construindo valor genuíno, para se diferenciarem e destacarem no mercado.


Com o branding, conseguimos detectar essa essência genuína e, por meio de uma comunicação eficaz direcionada, construir a narrativa alinhada entre promessa e entrega. Assim começamos a criar vínculos, ganhar força e relevância. Assim construímos valor. Assim ganhamos protagonismo e mais credibilidade do mercado. E, assim, competimos diretamente com as grandes marcas globais.

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