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  • Daniel Faulin

A primeira impressão é a que vende

Atualizado: Mai 25

Você sabia que, anualmente, cerca de 21 mil marcas são lançadas em todo o mundo? Impressiona, mas basta pensar que elas estão em tudo o que fazemos – do colchão em que passamos a noite até o último gole de água antes de dormir – e o número começa a fazer sentido. Para nós, do mercado, o ponto de atenção é outro dado que acompanha esse acima: metade delas some já no primeiro ano de vida. Mas, se o mundo é tão dependente das marcas, por que algumas não conseguem se sustentar?


Para ter a resposta, basta voltarmos ao começo da conversa: justamente porque o mercado está saturado (21 mil, lembra?). Existe de tudo, para tudo e para todos. Ainda resta espaço, mas é preciso criatividade para encontrar (e manter) seu lugar ao sol. Aí que entra uma forma atual de pensar e estruturar seu produto, e a palavra mágica aqui deste artigo é “emoção”.


Deixemos as marcas de lado por um momento e vamos falar de seres humanos. Diante de qualquer situação, nossa primeira reação é sempre emocional, nos conectando com as memórias afetivas e lembranças carregadas, seja de uma pessoa, uma situação ou um objeto. Depois, só depois, trazemos a razão à tona e ponderamos as ações. E esse padrão é replicado no momento do consumo. Em geral, levamos apenas 2,5 segundos para tomar uma decisão de compra. Ou seja, o envolvimento acontece logo de cara, e justamente no período em que a emoção ainda está tomando conta do pedaço.


Voltando ao nosso universo de branding. É por tudo isso que devemos considerar a primeira impressão da nossa marca. Por primeira impressão, leia-se o impacto emocional que o seu produto ou serviço despertará ao entrar na vida do consumidor. Seja por uma experiência única ou um discurso poderoso, o objetivo tem de ser causar impacto e gerar valor ao público. Se não te conheço, ofereça algo que possa me interessar e me receba de alguma forma que vai me conquistar – é esse o pensamento atual. Afinal, estamos mais exigentes e não nos deixamos levar por qualquer coisa.


Na prática, isso significa entender e aplicar códigos que despertam lembranças afetivas, manifestar discursos genuínos que ressoem com os valores do target, utilizar designs acolhedores que remetam ao aconchego que o seu alvo busca. Resumindo, uma visão completa e um pensamento verdadeiro. Quando atribuímos valor, sentimento e afeto, nós aproximamos, conquistamos e criamos vínculos.

Daniel Faulin

Diretor de projetos da Neurona Marcas Inteligentes

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